• Eliza Keren M da Silva

Pesquisa aponta que Brusque, Guabiruba e Botuverá possuem 80 idosos com Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença de fator hereditário e muito comum na fase idosa. Segundo a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) 1,2 milhão de pessoas possuem a doença, mas apenas a metade sabe que é portadora da enfermidade.


O Observatório Social realizou um levantamento sobre a doença aqui em Brusque e nas cidades vizinhas, Guabiruba e Botuverá. Os dados são de 2015.


De acordo com a assistência social de Brusque, 66 idosos sofrem da doença. Em Guabiruba, segundo a assistência social do município, um número cai para 12 casos. Botuverá tem apenas duas pessoas com a doença.


Conheça um pouco sobre a enfermidade.


Início da doença


Uma das características da doença é a perda da cognitividade, ou seja, a pessoa perde a capacidade de raciocinar, esquece de detalhes importantes e marcantes na sua vida e não consegue realizar atividades comuns do cotidiano como falar, ir ao mercado, saber quantos filhos têm, ou até mesmo o próprio nome.


Segundo o clínico geral intensivista da UTI do Hospital da Azambuja e Hospital Santa Isabel (Blumenau), Dr. Eugênio José Paiva dos Santos, uma forma mais simples de compreender a doença é a seguinte: o axônio, um dos neurônios mais importantes do cérebro humano é interrompido pelos lipídios (gorduras responsáveis pelo fornecimento de energia às células) e, em consequência disso, não consegue fazer a conexão com outros neurônios, tornando impossível a transferência de informações. A pessoa perde células e o cérebro atrofia.


A enfermidade foi descoberta pelo alemão Alois Alzheimer, em 1907. O psiquiatra tratava de uma mulher 51 anos que apresentava sintomas delirantes, alteração de linguagem e de memória e desorientação no tempo. A paciente morreu quatro anos após o início do tratamento. Só então o médico pode avaliar a real causa da morte, realizando uma autopsia no cérebro da enferma descobrindo o acumulo de placas amiloides no espaço extracelular.


Diagnóstico


Os exames mais indicados para diagnosticar a doença são os exames de sangue, tomografias e ressonância magnética no crânio, porém a única forma de ter a certeza absoluta da doença é realizando um exame microscópio no tecido cerebral e por ser extremamente perigoso só é feito após a morte do paciente.


Existe cura?


Várias pesquisas continuam sendo realizadas em torno da cura ou de um tratamento mais eficaz para o mal de Alzheimer, porém o resultado mais significativo alcançado até hoje foi o atraso dos sintomas que rodeiam a doença.


Recomendações


O Dr. Eugênio explica que a enfermidade possui fatores hereditários. Se uma pessoa tem familiares de primeiro ou segundo grau com histórico da doença, a probabilidade é de que exista 5% de chance desta pessoa ter Alzheimer.














O médico também afirma que levar uma vida saudável pode atrasar os sintomas médicos da doença. Alguns fatores influenciam diretamente na enfermidade como a hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, excesso de comidas gordurosas e por isso aconselha aos pacientes que façam exercícios físicos e que adquiram uma alimentação saudável.


Confira o áudio entrevista com o Dr. Eugênio José Paiva Maciel.

(Video Indisponível).

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