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Curso de Compras Públicas reúne empresas brusquenses

Atualizado: 16 de Jul de 2019

Representantes de quinze empresas brusquenses participaram na manhã de quinta-feira, 23 de abril, do primeiro curso de Compras Públicas, promovido pelo Sindilojas (Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Brusque) em parceria com o Observatório Social de Brusque (OSBr). 


O objetivo do encontro foi sensibilizar empresários locais a participarem dos processos licitatórios lançados em Brusque e região. "Esse é o primeiro de vários cursos que pretendemos oportunizar. É uma semente lançada no sentido de esclarecer e incentivar a participação de empresas daqui, e consequentemente, fortalecer o comércio local, bem como buscar a realização de licitações mais eficazes, que garantam a compra de produtos de qualidade com preços justos", destaca Marcelo Gevaerd, presidente do Sindilojas.

Mercado promissor O Brasil possui hoje aproximadamente 35 mil compradores que realizam cerca de quatro mil compras por dia, por meio de processos licitatórios. "A compra pública é o maior mercado existente e poucas empresas estão usufruindo desse nicho. As organizações precisam se preparar para realizar essa venda técnica, pois quando se qualificam, é possível fazer a coisa certa, fazer vendas seguras e até mesmo, tornar a licitação a principal fonte de renda da empresa", observa Samuel Patissi, consultor em licitações da ADAC (Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses).


Em 2016, a Prefeitura de Brusque comprou mais de R$ 120 milhões por meio de licitações e menos de R$ 30 milhões ficaram no Município. "Acompanhamos quase que diariamente as licitações na prefeitura. Percebemos que a grande maioria dos participantes são de outras cidades e gostaríamos de reverter esse quadro. Temos que valorizar os empresários daqui, que pagam seus impostos, geram empregos e contribuem diretamente para o crescimento da cidade. Por isso, queremos incentivar nossas empresas a se capacitarem para participar dos processos de compras públicas", salienta Evandro Gevaerd, diretor executivo do Observatório Social de Brusque.


O empresário Juares Graczcki, da Refrigeração Graczcki, concorda com Evandro e considera que as negociações com empresas locais também facilita a fiscalização.

"Muitas obras públicas estão sendo feitas com baixa qualidade e muitas empresas da região poderiam fazer um trabalho melhor, sem falar que a fiscalização fica mais fácil por estarem mais próximas", sugere Juares.

Cartas marcadas Paralelo à discussão sobre os trâmites burocráticos, os participantes também conversaram sobre as medidas que devem ser tomadas para garantir a realização de negociações idôneas.

"Para muitas pessoas, licitação ainda é sinônimo de cartas marcadas e queremos mudar essa realidade. O Observatório Social vem tendo uma participação cada vez mais efetiva nos processos de compras públicas, com o objetivo de dar maior transparência aos processos, e é fundamental que quanto mais atenta e envolvida, a classe empresarial local estiver, mais êxito vamos ter. O Município não quer comprar nada barato que não tenha qualidade, pelo contrário, quer pagar o preço justo por um produto que venha satisfazer a sua necessidade. E para garantirmos a qualidade precisamos aumentar o número de empresas sérias envolvidas e que ajudem a fiscalizar", reforça Evandro Gevaerd.


Para a empresária Mari Suzana Cassaniga, da Dokassa Distribuidora, o curso foi importante para mostrar um ponto de vista diferente em torno das licitações.

"Essa iniciativa do Sindilojas e Observatório possibilitou que tivéssemos outra visão quanto aos processos realizados, à fiscalização existente e os meios para se garantir a realização de uma concorrência leal", declara Mari Suzana.

Cintia Arnold, da rede de Supermercados Carol, também reconhece que o encontro trouxe muitos esclarecimentos.

"Depois do que debatemos hoje, percebo que falta instrução e conhecimento por parte de muitas empresas. É preciso se capacitar para participar das licitações locais e ajudar a desmistificar o preconceito em torno dos processos de compras públicas", considera Cintia.



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